As Províncias de Misiones entre 1767 e 1821 em imagens e
mapas
De
que se trata?
É
um encontro que mistura apresentação e palestra sobre o que aconteceu com o
território que fez parte da Província Jesuítica do Paraguai (Paraquária) logo
após a expulsão dos jesuítas em 1767. Entre 1767 e 1821 (54 anos), criou-se a
primeira Província Leiga das Misiones / Missões.
Só
109 anos depois da expulsão (1876), os territórios chegaram à configuração
atual ocupada por Argentina, Brasil, Paraguai e partes do Uruguai. Um
departamento no Paraguai e uma província na Argentina mantêm oficialmente o
nome Misiones – uma lembrança do que foi a antiga
Paraquária.
Baseado
em quê?
Tomando
como base a proposta do paradigma indiciário, no qual um dos desenvolvedores
foi o historiador italiano Carlo Ginzburg. O paradigma indiciário é um
modelo de interpretação da realidade que se concentra em pequenos detalhes,
sinais, vestígios e resíduos para desvendar aspectos menos visíveis de uma
história. Neste caso, o legado das Missões Jesuítas na Província Jesuítica da
Paraquária e a importância das Missões na cultura, gastronomia, economia,
costumes, religiosidade, sociedade em territórios do Brasil, Argentina,
Paraguai e Uruguai.
Autor
/ palestrante
A
Palestra e apresentação será dirigida pelo comunicólogo, jornalista e
pesquisador Jackson Lima, de Foz do Iguaçu. Em suas pesquisas para produção de
conteúdo para o turismo cultural, histórico, utiliza teorias da comunicação e
análise dos discursos já que tratamos de uma região complexa compartilhada por
quatro países e cada país tem sua história oficial, seus discursos e ambições
embora nesse território hoje se busca uma divulgação cooperativa e comum.
Objetivos:
Fornecer
informações aos participantes sobre o que hoje chamamos de "Os 30 Povos
das Missões", como uma maneira de promover o entendimento sobre as missões
jesuítas cujas "ruínas" são parte de rotas do turismo cultural,
religioso e mostrar como dessas missões emergiu a formação dos mapas nacionais
e regionais atuais em partes do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Destacar
que eventos e confrontos na região foram todos parte da repartição do espólio
das Missões Jesuítas.
Público
alvo
Como
este material visa a divulgação do produto turístico internacional das antigas
Missões Jesuítas entre os Guaranis como povos, estâncias e ervais no
Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e povos não guaranis na Bolívia, o
primeiro público pensado foi do setor turístico, como Guias de Turismo,
professores e coordenadores de cursos de história da região missioneira
internacional.
A
palestra é recomendada para agências de turismo que desejem capacitar seus
guias e pessoal inclusive os dedicados ao serviço interno de reservas e para a
hotelaria já que os recepcionistas e equipes são parte da cadeia de informações
dos destinos. Está aberta também ao meio acadêmico, professores,
coordenadores com seus alunos e orientados.
No
final da apresentação, o participante terá uma visão melhor sobre a realidade
territorial, fronteiras, estados e províncias atuais nos quatro países do Sul
da América do Sul, que incentivará a aprofundar seus estudos.
Viagens
de reconhecimento
A
palestra abre caminho para viagens de conhecimento e
reconhecimento prático em rotas de missões na Argentina na atual Província
de Misiones, no Paraguai e Rio Grande do Sul. As viagens seguem roteiros
contextualizados que incluem grupos de missões com história comum, refazendo
não só a ruta missionário-religiosa, mas também administrativa, comercial,
artística.
Para
aproveitar bem a viagem ou jornada, é muito importante participar da palestra
ou grupo de palestras no estilo mini-curso.
Oficinas
de imersão
Em
harmonia com entidades ainda hoje administrada por jesuítas no Paraguai
como o Museu de Arte Jesuítico-Guarani de San Ignacio Guazú e similares
nas cidades do Departamento de Misiones que abrigaram
reduções, incentiva-se a organização de oficinas de música
barroco-guarani, escultura em madeira e argila, artesanatos que permitem
reviver experiências das antigas missões e outros temas de interesse.
Nota: o palestrante é
conselheiro e assessor internacional do Museu de Arte Jesuítico Guarani, de San
Ignacio Guasu, designado pela curadoria do Museu na pessoa do Pe. David
Hernández S.J. do Conselho Jesuítico do Paraguai, com acompanhamento da
Universidad Católica de Asunción, núcleo de San Ignacio Iguazu, Misiones.
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